Luazinha em Londres!

Sunday, November 05, 2006

Algo esquecido no tempo...

Então... tomei vergonha na cara, e depois de mais d um mes sem postar, resolvi voltar. Antes de começar a postar o que se passa, preciso publicar um texto meu, feito no dia 05 de novembro, no qual eu expressava o que estava sentindo, e meu melancolismo em torno da minha volta ao Brasil. Nao cheguei a acabar, pq estava escrevendo quando as gurias (carol e re) acordaram, e assim, acabei desistindo. Nem me lembrava mais dele, mas hj, quando fui futricar no meu rascunho, li o suficiente para perceber que era preciso sim, sua publicação, e mais, sem correção alguma. Ela vai estar ai, como escrevi naquela manhã. Sem mexer em nada. Ai vai ele, incompleto, mas verdadeiro...


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manhã de 05 de novembro de 2006 :
Ai meu Deus...
Eh assim q me sinto. Um "Ai", como se estivesse pedindo ajuda para O Cara lah de cima. Por que ajuda? Espero q eu tenha feito a opcao certa... a de retorno. Nao da mais tempo.... agora eh pra valer. Daqui ha 3 dias, embarco num aviao, e no outro, lah estarei eu, no Brasil. Eh... Brasil. Rio Grande do Sul. Porto Alegre. MINHA Porto Alegre. Adimito q sou possessiva, mas MINHA, de MINHA vida. Estarei de volta as minhas coisas, meu quarto, minha familia, meus amigos. Meus estudos, meus colegas e professores. Minhas festas, meu carro, meus bichos q tanto sinto falta aqui. Minhas frustracoes, meus medos, pensamentos, e meus segredos. Voltarei para tudo q eh meu, de verdade. Nao que aqui nao fosse.... claro q tinha minha vida aqui. Mas aqui... eu era como qualquer outro na multidao. Podia usar pijama na rua, q as pessoas nao ligacao. Podia sair descabelada, sem maquiagem, com cara de sono.... ninguem se importava. Podia dizer o q eu pensava, ateh mesmo ferindo sentimentos das pessoas mtas vezes.... mas ninguem ligaria, afinal, se faz mtas amizades aqui, mas mesmo assim, eh outro tipo de amizade. Sim... aqui estah todomundo no mesmo barco. Ja no Brasil.... voltarei a ser eu mesma. Alem de eu ter q respeitar os limites de meus pais, tnho q sustentar uma aparecia. Sim.. porque o Brasil eh feito de aparencias, de esteriotipos. E lah... serei a Luana, que mtos pensam conhecer, que mtos julgam quando erra, e que a maioria nao reconehce, qdo acerta. A bobinha... sim... por ser boazinha demais. Aqui tb acabei me ralando por ser boa demais. Mas fiz parar, antes que a Luana q recem tinha saido do brasil, tomasse conta. Sabe... aqui, nao fiquei sequer um dia com minha auto-estima baixa, mesmo com quilinhos a mais, mesmo com as unhas para serem feitas, com o mega pra ser recolocado. Aqui a aparencia realmente nao eh o importante, e percebo que cresci bastante, chegando ao ponto de nao ficar pra baixo nenhum diazinho. O que no Brasil, tinha dias os quais eu queria era soh me trancar no quarto, e mandar td pro alto.

Sabe... digo tudo isso pq aqui, mesmo com a saudades que senti, com as dificuldades que passei, a vontade de ficar eh mto grande. Talves eu esteja sendo covarde, e esteja fugindo dos problemas q sei mto bem q terei q enfrentar qdo eu chegar em Porto. Mas serio... aqui construi minha vida sozinha, entende, sem pai ou mae me dando td d mao beijanda (oq me fazia mto dar vontade de voltar), tendo q ir resolver meus problemas sozinha (q foram mtos), tomando decisoes q nao tinham volta (algumas q foram erradas), me envolvendo com pessoas as quais eu acreditei ter bom carater (e nao me decpcionei, acredite).

Hoje, aqui estou, num meio dia de um domingo de sol. Acordei pensativa, como nos ultimos 11 meses. Sera q devo mesmo ir embora e deixar td isso q conquistei pra tras? Sinceramente, eu sei q devo. Jah nao eh a mesma coisa desde q saimos da casa onde moramos o maior tempo aqui em Londres. O que me deixa com mtas saudades. Mtas mesmo. E tipo, eu sei q caso eu resolvesse ficar, as coisas nao voltariam a ser como antigamente, e de repetne, eu ficaria frustrada com isso. Mas sabe quando o coracao tah apertadinho??? Aiiii.... aquela dorzinha q fica cutucando ele, e assim, fazendo com q na minha mente, surjam diversos flashbacks dessa minha viagem.

Entao eu penso: quando eh q vou ver The OC de novo? Sozinha, sei q verei diversas vezes. E eh entao, q a melancolia vai bater, e a saudade vai tomar conta de mim. Vou lembrar dos momentos maravilhosos que passei aqui. Desde quando eu e a Dani chegamos na Shering Home, onde nao fomos taos bem vistas no inicio pelas gurias, ateh nosso ultimo momento, qu acredito que serah a ida bizarra para o aeroporto, com minha mala q ainda nao sei como vou carregar.
Sinto saudades de tudo jah... Lembro da primeira vez em q eu e a dani conversamos sobre a Calibre, a agencia q a gente trabalhou, com a Ana Cecilia, nossa colega de quarto. Lembro da louca da Estela, com suas perucas e seus cremes que nos deixaram constrangidas. Lembro dos momentos em q nos perdiamos, q eram QUASE TODA A HORA. O sentido da Oxford, q aeh hj, ha qem se confuda. Neh Re? ehehehe. Os enfeites de Ntal, quandoa gente chegou, onde tudo era magico, a noite muito fria, e que comecava as 4 horas da tarde. Saudades do nosso Natal.... onde o Escravo de Jo tomou conta da nossa noite, e assim, conhecemos pessoas como o Fre e a Jerusa, que acabaram mais tarde fazendo parte da nossa familia londrina. Gracas ao Marcio, que de verdade, me ensinou muitas coisas q me fez crescer muito. Nossa... quanta saudades. Nosso Ano Novo furado, em q lembro muito das gurias, a Danusa, a Carol, a Nanda, o Vander, o James, os guris... Ahhhhh.... nossa, tantas pessoas com quem convivi. Algumas que realmente fizeram parte da minha historia. E agora lembrando.... foi ai q conhecemos a Re tb. Que hj, eh essencial pra gente. Pior q de verdade... Quem diria que iria conhecer uma pessoinha tao especial como ela? Boa ounvinte, boa conselheira. Dorminhoca como eu. E a pessoa mais parceria de festa q eu jah conheci. Noooossa... Ninguem eh tao parceira prum festere como ela. Sao tantas lembrancas... Lembro da Dani e eu indo buscar o Bernardo e o Achutti no aeroporto. Eu tendo q ficar num aeroporto durante duas hras, e a Dani indo ateh o outro, pra pegar os dois, pq a passagem era mto cara pras duas, nao valia a pena. Pelo menos descobri como eh uma escova de dente portatil. hehehe Saudades dessa outra fase, em q a Re se juntou ao grupo, a procura de um novo lar. E assim, fomos parar na casa em New Cross Gate. Quantas briguinhas heim? haha
Lembro muito bem do Achutti e suas lamurias, por causa da saudade da namorada. Namorada essa, Laura, q mais tarde tb fez parte da familia londrina. Foi a epoca em q, acredito eu, mais estivemos unidos. Ninguem tinha computador ainda, e nosso quarto (das meninas), como tinha cama d casal e mais espaco, era nosso QG. La, nos conhecemos melhor. La, conseguir trocar ideias com o Achutti, q nao foram soh bobagens. Ao contrario, assuntos serissimos, de conteudo. Onde briguei varias vezes com o Bernardo, por ele ser, digamos, mais mao fechada q eu (hehehe). Foi lah onde me preocupei pela primeira vez, como uma mae, quando a Re nao dormiu em casa, e nem avisou. E nisso tudo.... gracas a Deus, sempre acompanhada. Nao soh por ele, claro, mas por uma pessoinha q tb, com as diferencas, aprendi a respeitar e a conhecer melhor. No inicio, houveram muitas briguinhas. De espaco mesmo. Mas tenho hj a certeza q foi a pessoa certa pra dividir essa historia da minha vida. Neh, Dani cabecinha, nao adianta, soh nos sabemos td o q passamos. Quantas risadas, quantos choros, quantas manhas.
E de lah de New Cross... Ridley Road! Nossa casa. Fiquei tao feliz qdo soube q a Jerusa e o Fre queriam fazer parte das nossas vidas... E entao, foram morar conosco. E logo mais... outra pessoa essencial, entrou na jogada. Confesso q quando a Re disse que sua prima ia chegar, q era novinha e tal. fiquei meio espiada. Sim, logo de cara pensei que ia ser um problema, pois ela parecia tao fragil, achei q nao ia aguentar. Mas por Deus.... convivendo com ela, vi o quanto mais forte ela eh. De qualquer um q conehci aqui. De verdade. Carol, carol... responsavel ao extremo. Madura, sensivel, sentimental. Sabe... tanto ela quanto a Re, nao sao pessoas, sao anjos. Nao conheci pessoas com o coracao tao bom quanto o delas. De verdade. Sem maldade, sem rancor.
(interrompido)

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